Águas da Prata

Por Marcos em 11 de setembro de 2016
Águas da Prata

 Estivemos neste sábado em Águas da Prata/SP, estância hidromineral bem próximo a divisa de SP e MG. Imagino que seja o local que possui a mais antiga engarrafadora de água mineral do Brasil datada de 1876. A água realmente é muito boa.

Nossa aventura foi em Águas da Prata, município pequeno encravado bem ao pé da serra que leva à Poços de Caldas/MG. Região com belas paisagens, ar fresco e puro, muito verde. Cidade muito conhecida por suas nascentes de águas medicinais, e por isto, atraindo muitos turistas.

Nossa primeira parada chegando na cidade foi onde acredito que a maioria para; na praça da Fonte Vilela. A água que por lá jorra é considerada a mais radioativa do Brasil e indicada para tratamentos no sistema renal. A coleta da água é feita por uma construção com vários bicos de saída onde as pessoas enchem seus reservatórios. Nota-se na fonte um certo descuido com a conservação da mesma, já que um lodo meio esverdeado estava presente nas paredes.

No mesmo local da Fonte Vilela tem um belo bosque, belo pelo que a natureza propicia, mas infelizmente com uma manutenção péssima. É visível o descaso com que o bosque é tratado, sujeira, quiosques sem telhas, folhas caídas dando um ar de abandono. Não entendo como a prefeitura deixa naquele estado seu principal cartão postal e fonte de atratividade de turistas, mas é assim em todo lugar.. o turismo é sempre deixado de lado. Não sei o que o município ganha, pois o turista não deve querer voltar. Mas eles dizem que sabem o que fazem…

Neste mesmo  local tem várias barraquinhas que vendem de tudo em relação a comida e lembranças, me pareceu ter um bom movimento. Nesta área há também banheiros, que são pagos ( R$ 1,00 ), mas limpos. Mais adiante, na ponta desta praça existe um escritório de apoio ao turista, com mais banheiros, ali não sei se pagos. Há também um local dedicado aos idosos, isto sim é louvável… a Erika adorou já que ela tem um projeto social voltado a eles, o Colorrindo, mais adiante detalho este trabalho bonito.

Ficamos um pouco, coletamos água e fomos em busca da Cascatinha, que dizem ser bem bonita. É bem fácil chegar nela. Pegamos novamente a rodovia de acesso à Poços de Caldas/MG e uns 2 km no máximo à direita você já vê a placa abaixo. Tem um local para estacionar com várias vagas, a trilha para chegar até ela é boa e calçada, sem desafios.. tranquila.

 

A cachoeira é bem bonita, com uma queda de uns 2 metros e forma uma piscina bem convidativa para um banho. Claro como em toda cachoeira a água é gelada, mas no calor deve mesmo ser uma delícia. O local em volta teria uma boa estrutura se fosse bem cuidado, mas, mais uma vez o descaso toma conta. Vale sim a visita.

Voltando da Cascatinha retornamos à cidade e fomos visitar o Morro do Cristo, sim, Águas da Prata também tem um Cristo. Seguimos as placas e logo chegamos.  No final da subida tem um estacionamento grande e bom, sem problemas para estacionar. Dali subimos uma escada, 52 degraus, nada comparada a de Pedra Bela com seus 316 degraus. No topo do morro a vista é bonita, se vê ao longe a cidade de São João da Boa Vista e, óbvio, Águas da Prata. Se a vista é bonita, mais uma vez a estrutura é bem ruim. Está em reforma, acredito que vá melhorar. Lá em cima não tem banheiros, ou qualquer outra funcionalidade, apenas uma pequena marquise, bem degradada e pichada. O Cristo está faltando pedaço no rosto, mal cuidado. Pena, no local pode-se ver a cidade inteira. Merecia mais cuidado. Não, não estou sendo muito crítico, a Erika achou o mesmo.

Deixamos o Cristo e fomos procurar a Cachoeira Ponte Pedra e o Pico do Gavião, não sem antes tirar algumas fotos na antiga estação de trem. Existe ainda uma linha regular de trens cargueiros que passa pela cidade, mas que eu tenha conhecimento transporte de passageiros não tem. Sei de um projeto, mas não de sua efetividade.

A estação, como a maioria das pequenas estações é charmosa e estava bem cuidada. As fotos ficaram legais. Claro que entrei na pequena locomotiva! Só não sei porque tanto papel higiênico….

Logo próximo à estação, em um pequeno jardim, existe um marco do Caminhos da Fé. Trata-se de um caminho que leva a Aparecida do Norte/SP. Ele foi idealizado em 2003 por pessoas que queriam algo semelhante ao caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Este caminho vai cruzando estrada vicinais e serras até chegar em Aparecida que, pelo que entendi, começa aqui. A estrada que vamos pegar em direção ao Pico do Gavião é também o Caminho da Fé.

Bem, vamos a procura da Cachoeira e do Pico.. a entrada é muito fácil de achar, fica na avenida de entrada da cidade. A estrada para o Pico é de asfalto logo no início, mas a terra chega logo e vai te acompanhar até lá. Não é uma estrada ruim, estava muito bem cuidada. Tranquilo para carros que não sejam 4×4, mas vá devagar pois é estreita. A Cachoeira não encontramos, só havia esta placa e nada mais… seguimos para o Pico do Gavião.

De águas da Prata até o Pico do Gavião deve ter uns 20 km, 90% de terra, mas muito bonita e com belas paisagens montanhosas, muito bem sinalizada para se chegar lá. Não tem erro.

O Pico do Gavião está exatamente na divisa de SP e MG, mas ao que me parece já pertence a Andradas/MG. Lá é uma propriedade particular, portanto, você paga para entrar, neste dia R$ 10,00 por pessoa, aproveitamos e deixamos nossa marca para o Juarez colocar e vamos em frente…

O caminho até o Pico é bom, parte em terra e parte calçado, como deveria ser… a subida é forte. No topo existe uma área muito boa de estacionamento bem próximo onde as coisas acontecem. tudo muito bem cuidado, um gramado maravilhoso…

No topo do Pico o cenário é maravilhosos, uma vista fantástica, para qualquer lado que se olhe, além claro da limpeza, organização, cuidados com a segurança, cestos de lixo para todos os lados, uma estrutura muito bem montada para receber os turistas.. só pelo local já vale a pena. De lá partem os voos de paraglider, asa delta e outras coisas que voam e não sei o nome…o céu azul, um gramado verde lindo e as cores dos paragliders davam um ar festivo ao local. Gente bonita, educada.. percebo que quando se cobra as pessoas tem mais consciência…

Mas não é só paragliders que atraem no Pico do Gavião. Lá é uma área de camping também com ótima estrutura, restaurantes, lounge.. enfim um local para passar um tempo.

Falando em lounge a Erika levou o kit do Colorrindo para deixar lá, O Colorrindo é um projeto social que leva a arte da pintura a lápis para idosos e quem mais quiser pintar, no trabalho desenvolvido os desenhos pintados por idosos são entregues a pacientes da Santa Casa de Mogi Mirim, uma forma de levar um pouco de alegria e atenção para quem necessita. Bonito projeto, saiba mais aqui.

Como não poderia deixar de ser, as flores que sempre embelezam nosso caminho e a Erika adora..

 

Fiquei imaginando o por do sol que deve ter lá, mas não ficamos para ver, resolvemos voltar e achar o caminho de retorno por Andradas/MG, decidido, partimos.

O caminho continua bonito, de terra, mas ainda bom. Em um trecho temos que cruzar um pequeno riacho que corta a pista. Nada que seja difícil, nosso guerreiro passou de boa e uns ” bois fiscais” ficam de olho na travessia.. rs rs. Seguimos admirando a paisagem e logo chegamos a Andradas/MG e de lá para casa. Foi um ótimo sábado, valeu muito esta aventura. E nos trouxe uma reflexão de que entra governo, sai governo nada muda. O descaso parece ser condição sine qua non para os políticos. Uma pena.

 

 

 

Deixe um comentário!