Em busca das cachoeiras

Por Marcos em 25 de setembro de 2016

Saímos em busca de mais cachoeiras, encontramos duas muito bonitas, segue com a gente nesta aventura…

 

Você pode estar se perguntando… mas este pessoal só pensa em cachoeiras? Bem, não pensamos somente em cachoeira, mas adoramos elas por todo o movimento e energia que elas proporcionam. Mas não nos limitamos a elas apenas, o que tem de interessante em nosso caminho visitamos e registramos. Nossa intenção é que quem lê nossos posts possam ter informação do que tem no local para ser visto..vamos então a aventura desse final de semana.

Iniciamos o roteiro por São Pedro, pequena cidade no interior de São Paulo com grande vocação turística, e isto fica claro já no portal de entrada da cidade. Ali fica o Centro de Informações ao turista, com atendimento muito bom. São atenciosos em explicar o que a cidade oferece. Mesmo atrações que já saem do território da cidade, mas próximos a ela. Pegamos as informações, inclusive com mapas que oferecem a localização de todas as atrações. Vale destacar que a cidade é bonita, limpa e bem arrumada. Capricho.

Em São Pedro também tem Cristo Redentor, então fomos até lá ver o mirante..o Cristo fica em um parque, muito bonito por sinal, onde tem até restaurante..

A subida para o Cristo é tranquila, embora você subirá pelo menos 101 degraus, nada comparado a outros bem mais difíceis que já fomos. Tudo bem sinalizado. No alto do mirante além da vista muito bonita tem uma capela bem singela, banheiros limpos e tudo bem cuidado.

Cristo visto fomos procurar as cachoeiras. A primeira que fomos visitar tem sua entrada bem na beira da rodovia, não pegando estrada de terra… mas só até a entrada! A cachoeira chama-se Dorigon. Está dentro de uma área particular que acredito tenha sido um camping com chalés. Digo tenha sido porque o abandono que está o local dá medo e pena.

Fui com o carro até a recepção, descemos, mas não tinha ninguém. Absolutamente vazio. Demos uma volta e fomos até o restaurante.. a situação era pior, muito pior. Vidros quebrados, mesas viradas, sujo, enfim dá dó de ver o estado em que as coisas estavam. Apenas dois cachorros vieram nos dar as boas vindas, estes estavam felizes por nos ver. Acho que só eles.

Mas como o portão estava aberto entendemos que alguém deveria estar lá. Fomos procurar. Ao lado da recepção, na direção de uma área com lixo espalhado vimos uma casa. Batemos palma e veio um rapaz nos atender com uma má vontade estonteante. Perguntamos como funcionava o local e com aquela vontade toda nos disse que cobra R$ 10,00 por carro para acesso a cachoeira e que poderíamos ficar lá no máximo 40 minutos. Estranho. Mas estávamos lá para ver cachoeira e foi isto que fizemos. Para chegar a ela temos que pegar uma estrada de terra que beira um canavial… uma poeira digna de Saara.. mas fomos lá.

A chegada ao local de cachoeira não é difícil, mas a estrada é bem arenosa e na época de chuva deve fazer uma lama saudável. A cachoeira é bonita, muito bonita. Apagou tudo de ruim do local..é uma daquelas que forma piscina na base, uma água límpida, porém gelada. A natureza em volta completa o visual…

tinha até as pilhas de pedras, tradição em São Tomé das Letras/MG

O entorno da cachoeira é um local bonito, mas como tudo lá abandonado. Várias trilhas saem da base e adentram na mata, fizemos uma delas que leva a uma escada, que nos parece que liga a cachoeira a parte social do local, mas também meio abandonada.

Embora um local bem bonito e uma cachoeira bela não nos sentimos muito a vontade lá, voltamos à recepção vazia, colocamos nosso adesivo e partimos. Sem ver ninguém, claro!

Como tem muitas opções de cachoeiras na região saímos com intenção de ver mais algumas. Com mapa nas mãos não foi difícil encontrar as entradas. E uma das entradas tem uma placa sinalizando várias por aquele caminho.

Pegamos uma destas estradas, terra, areia e cana, muita cana que estavam sendo cortadas e fazendo a festa de quem aguardava o serviço a la carte.

Após 8 km de estrada de terra e canavial vimos duas placas. Uma indicava Cachoeira do Escorregador, entrando à direita da estrada, e outra Cachoeira do Astor, seguindo em frente na estrada. Eu, Marcos, queria ir na do escorregador, a Erika, queria na do Astor. Tiramos no par ou ímpar e ganhei, mas, claro, fomos para a do Astor. Fazer o que. Andamos mais uns 5 km e já avistamos a placa..

A Cachoeira do Astor fica também em uma propriedade particular, assim é cobrada uma taxa de R$ 30,00 por pessoa. Achei o valor um pouco alto, mas a propriedade é dele e vai quem quer. Decidimos ir.

A propriedade que está a cachoeira chama-se Fazenda Cassorova. A entrada é uma área gramada, muito bem cuidada, com uma árvore centenária te dando as boas vindas. O local é administrado pelo Felipe, filho do Sr. Astor, que dá nome a cachoeira. A área interna da recepção foi montada dentro de um antigo armazém que já foi muito importante na região. A decoração é pra lá de original, ficamos um tempo ali admirando tudo. Nessa recepção se encontram os banheiros, também bem rústicos e simples, porém, limpos.

Vislumbrados com o tanto de história do local, pagamos e ganhamos uma pulseira, esta aí abaixo. Nos ofereceram duas opções para ir até a cachoeira. Uma com o carro até uma parte do caminho e outra na caminhada desde a recepção. Claro, optamos por ir na caminhada..foi uma maravilha… só descida..

A trilha é bem cuidada e um pouco íngreme, mas a descida é tranquila… chegando ao fim dela vai surgindo as primeiras imagens.. e são belas.

Quando se chega ao final a cachoeira se exibe inteira para você….é de parar e ficar admirando…

Água limpa, uma piscina deliciosa que se forma no pé da cachoeira, você caminha até o paredão com a água nos joelhos. A temperatura da água no ponto.. esta não teve como não entrar..

Nesta cachoeira ficamos por um bom tempo, descansamos, lanchamos, apreciamos a natureza em volta que não deixa nada a desejar para completar o cenário.

Mas a hora já estava avançando e era momento de ir, infelizmente. A trilha de volta, depois de aproveitar muito a cachoeira, iria pesar… e pesou! Uma boa subida de morro mais uma boa caminhada na estradinha até a recepção, não sem antes dar uma olhada no rio que dá origem à cachoeira, a propósito, o nome do rio é Pinheiro.

Depois de uma bela caminhada ladeira acima entendemos porque ofereceram descer uma parte com o carro! Mas tudo bem, valeu. Voltamos à recepção bem na hora do jantar… das aves que já se aglomeravam para o banquete..

Colocamos nosso adesivo e partimos, com uma felicidade enorme de poder desfrutar de algo tão belo, e que continuou até o sol se por.

É isto aí pessoal, mais um grande dia, uma grande aventura, só nos resta agradecer por poder ter vivido tudo isto. Até a próxima aventura!!

 

 

 

 

 

 

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